segunda-feira, 22 de setembro de 2014

"Você precisa de alguma coisa?" "Não preciso de nada."

Eventos normalmente são divididos em algumas sessões. Equipes são responsáveis em realizar diversas atividades para permitir que cada uma delas estejam prontas para acontecerem durante o evento e permitam que todos possam usufruir. Há sempre um responsável geral que procura saber sobre as situações e cobrar que tudo esteja pronto no tempo esperado.

Quando estamos nesta situação, em certo horário, logo entram em contato:

"Tudo pronto?"
"Ainda não."
"Termine logo. Precisa de ajuda? Está faltando alguma coisa?"

A mesma conversa dos preparativos do evento no Japão seria:

"Tudo pronto?"
"Ainda não."
"Por favor, apresse-se."

Nos dois casos, a intenção é apressar a finalização dos preparativos. Mas uma coisa comum entre os brasileiros é pensar que algo está faltando ou que mais alguma coisa precisa ser feita e que não há como a pessoa fazer. Ou que de alguma forma, as pessoas podem auxiliar a finalizar mais rapidamente.

Para os japoneses, por ser uma responsabilidade assumida, não há a necessidade de ajudar, a pessoa cumprirá com o dever. Também, todo o material necessário para fazer a ação foi fornecido, ela não precisará de nada além. Caso algo saia muito do esperado no meio do caminho, rapidamente os responsáveis entrarão em contato para pedir por ajuda (ou o que mais for necessário) para fazer seu trabalho dentro do prazo, assim como para avisar de algum possível atraso.

A organização do evento no Japão costuma prever os trabalhos que precisam ser feitos e as atividades de cada equipe. A organização tem o tempo calculado e o que precisa para que as atividades sejam feitas. Assim àqueles que assumem fazer suas atividades precisam se organizar para cumpri-las e dificilmente vão precisar de algo extra para cumprirem suas atividades.

Esta é outra visão das formas de trabalho em grupo no Japão. Como as pessoas organizam-se previamente prevendo as atividades que serão feitas, pensando no tempo e artigos que precisam para realizar as atividades dos demais grupos, aqueles que vão fazê-las organizam-se de acordo com o que devem fazer. Assim prepara-se um evento inteiro de acordo com o que as pessoas fazem, sem que nada falte, sem precisar de mais nada. 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Bicicleta na ciclovia?

Bicicletas são utilizadas em diversas modalidades de atividades: esportes radicais, lazer, exercícios cotidianos... Os japoneses pensam nas bicicletas também como meio de transporte. 

Para ir de um lugar ao outro rapidamente, também facilitam a carregar as compras do mercado... São práticas e econômicas no espaço para guardar/estacionar. Em alguns lugares cada um tem sua bicicleta e ela vem com  sua própria trava. Algumas cidades não ligam pra isso, ao encontrar uma bicicleta parada, pode-se utilizá-la a vontade. Isso mesmo, você pode encontrar uma bicicleta na frente do mercado de onde está saindo, usá-la para ir até sua casa. Estacioná-la na calçada e deixar ali que alguém a usará. Possivelmente, quando você sair de casa, ela não estará mais lá. Pode ser que você encontre outra ao longo do caminho e poderá utilizá-la por aí.

Como no Japão há pouco espaço e as ruas são construídas para os carros, normalmente as pessoas andam de bicicleta na calçada, dividindo-a com as pessoas. Como as pessoas as enxergam como meio de transporte, elas fazem o possível para conviver com estas. Em alguns lugares há uns "separadores" ao longo da calçada, deixando a parte mais próxima à rua para quem está com a bicicleta. 

Da mesma forma que as pessoas, quem está andando de bicicleta também atravessa na faixa de pedestres e aguarda os semáforos para estes. Ciclistas e pedestres seguem as mesmas regras já que utilizam a mesma via. 
Divertido, né?